Resenha - O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Geração Editorial
Páginas: 160





Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.


Demorei, demorei, mas eu li. Nunca tinha entendido porque tantas pessoas gostavam desse livro. Porque objetos com tema d'O Pequeno Príncipe eram tão populares e queridos. Só depois de 19 anos de vida que respirei fundo, catei uma edição e me sentei para finalmente ler (eu tinha tentado no passado uma vez, mas desisti por algum motivo que não me recordo agora). O que falar? Só que eu entendi a paixão das pessoas por essa história.

O livro começa com o narrador relembrando a infância, quando para ele as pessoas grandes (Adultos) não conseguiam entender o mundo da mesma maneira que uma criança. Sua primeira arte foi depois de descobrir que uma jiboia conseguia devorar um elefante inteiro, e foi exatamente isso que desenhou. Para os adultos, o desenho não passava de um chapéu e o narrador não conseguia entender porque não viam uma jiboia que tinha acabado de devorar um elefante. Então ele refez o desenho, só que agora visto pelo lado de dentro. 

Então, desde o início da história, já há o questionamento da visão de mundo pelos adultos. As crianças conseguem entender coisas novas, mas adultos parecem apenas pensarem sobre experiências vividas e não se abrirem ao novo. 

Após isso, o avião do narrador, agora já crescido e com uma visão ligeiramente parecida com a de um adulto (já que a vida faz isso mesmo, não é?), sofre uma pane e cai no deserto do Saara. Nessa parte da história que conhecemos o Pequeno Príncipe, um garotinho loiro que viajou por inúmeros planetas e chegou a Terra. A primeira coisa que o peculiar príncipe pede é para que ele desenhe um carneiro e só fica satisfeito quando o narrador lhe desenha uma caixa com furos e afirma que dentro dela está o tão desejado animal. 

No primeiro instante percebemos que o príncipe não é uma criança como as outras e já nos interessamos em descobrir um pouco sobre o passado dele. Então, ele começa a narrar a história de saída de seu planetinha, a viagem até outros planetas e finalmente o pouso na Terra. 


Na história, aprendemos junto ao Pequeno Príncipe a ver o mundo de uma maneira diferente. Não posso dizer que o livro é voltado exclusivamente para o público infantil, já que tem muitas coisas que precisa ser um pouco mais crescido para entender. Os personagens que conhecemos ao longo da história nos fazem refletir sobre o que de fato a vida significa para nós, como lidamos com o trabalho, como vemos o mundo e as pessoas que amamos. 

Eu sei que muitos de nós somos os adultos da história, que apenas se preocupam com o trabalho ou tem medo do novo. E, por incrível que pareça, aprendemos mais com uma raposa do que com qualquer adulto que apareça (porque todo mundo sabe que as raposas são os melhores animais da face da Terra hehe). A história é uma lição de vida, aprendemos a amar mais quem é importante para nós e a notar as coisas pequenas que nem sempre víamos antes. 

O livro é um tanto quanto depressivo, mas lindo do começo ao fim. É tomado por metáforas e quanto mais lemos (e relemos) entendemos coisas novas. Com certeza alguma frase irá lhe seguir para o resto da vida. 

Vale a pena ler. Se você ainda não leu, recomendo procurar alguma edição, ou baixar de graça na internet (já é considerada domínio público).

Obs sobre a edição de capa dura da Geração Editorial - Ela está linda, fiquei muito contente por ter comprado e além de ler a história e ter uma edição linda na estante, ter a oportunidade de conhecer um pouco sobre o autor. Super recomendo. 


Então, meus docinhos, o que acharam da resenha? Já leram o livro? Comentem ai a opinião de vocês.

Beijinhos e até mais!

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