Resenha - Alma de Rosas

Alma de Rosas - Talita Vasconcelos
Páginas: 226






Elizabeth é escritora. Está acostumada a seduzir o coração das pessoas com palavras bonitas, mas quando o seu próprio coração foi seduzido, ela percebeu o poder destruidor das palavras.
Quando começou a escrever cartas de amor ao Alessandro em nome de sua irmã Simone, Elizabeth não imaginava que estava tecendo seu próprio tormento.
Nem a companhia de Cristiano, o homem ideal, era capaz de resgatá-la do abismo.
Para ter a própria felicidade ela precisa trair sordidamente a quem mais ama. É uma escolha difícil: destruir os sonhos de amor que Simone construiu desde menina; ou continuar se entregando ao romance do amado e da rival como uma rosa, acariciando com as pétalas o coração dos dois, e despedaçando a própria alma com os espinhos.


Alessandro voltou para a cidade depois de anos longe de suas amigas de infância. Elizabeth, ao reencontrar o amigo, se vê apaixonada por ele e tudo fica mais forte quando se beijam. Porém, Alessandro namora Simone, a irmã de Liz, e esta se vê em um relacionamento impossível e dilacerante. Como Simone não é boa com palavras, Liz passa a escrever cartas de amor endereçadas a Alessandro, escondendo em seu interior que todo amor colocado ali é real. 

Alma de Rosas é um romance baseado na peça Cyranno de Bergerac. O livro de Talita, segue perfeitamente o padrão romanesco de uma mocinha que sofre em silêncio para não perder a amizade, enquanto tem que escrever cartas de amor a quem ama assinadas com outro nome. 

A história é narrada em terceira pessoa, mas mantendo-se em quase toda ela sob o ponto de vista de Elizabeth, talvez por isso não tenha gostado tanto quanto esperava. Não que a personagem não seja boa, mas porque o "gênio não bateu" mesmo. Liz é uma moça romântica até de mais para o meu gosto, o que fez a história passar com um ar meio adolescente de menina apaixonada (Não que adultos não se apaixonem como adolescentes, para deixar claro).

Mas a história fluiu bem, principalmente pela escrita simples da autora e dos personagens Eduardo e Cristiano. Eles, para mim, são mais do que secundários. O que foi engraçado, já que esperava que Simone e Alessandro tivessem (esses) papeis mais importantes (que não fosse só complicar as coisas hehe), mas eles foram deixados um pouco de lado. 

A história é ótima para quem gostou de livros como A marca de uma lágrima e até a própria peça do Cyranno. Uma história "universal", que não necessita conhecer os ambientes para que se possa entender e se encantar. 

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