Resenha - As Grandes Aventuras de Daniella

As GRANDES Aventuras de Daniella - L. L. Alves
Editora: Amazon
Páginas: 199

Bom, o que eu tenho a dizer sobre esta história maluca que estou prestes a contar? É simples: vocês não vão acreditar. Sério mesmo. Vai parecer loucura, com minha boca suja, dois pés esquerdos, noites inusitadas e quilinhos a mais (muito mais, mas não vamos entrar em detalhes...). Mas vou fazer o quê? É a verdade. E eu vou contar para vocês porque... Sei lá. Na verdade, eu nem devia estar contando, alguns de vocês vão se chocar.Ainda está aqui? Bom, o risco é todo seu. Prepare-se.Ah, é verdade, esqueci de me apresentar (típico). Meu nome é Daniella Fagundes, vinte e oito anos, namoro com o Thiago há dois anos e posso dizer que tudo está mais que perfeito! (xi, exagerei agora, né?). Também adoro comer e sou diferente de qualquer outra mulher que já tenha contado sua história para vocês. Por quê? Porque sou uma daquelas mulheres conhecida como gordinha. Sabe como é? Eles não se referem a mim como a sagaz Daniella ou a superconfiante Daniella. Sou apenas a gordinha do grupo. Sempre tem que ter um, não é?Bom, é isso aí, acho que deu para entender. Afinal, vocês estão prestes a conhecer as minhas aventuras de autoconhecimento e de... Comece a ler, ué. Não quer perder um segundo, quer?


Eu havia baixado o livro há algum tempo na Amazon, ainda na edição antiga (antes de sair pela Editora Arwen). Interessei-me de imediato pela premissa dele, por mais que não tenha costume de ler “chick-lit” (não por não gostar, mas por sempre preferir outros gêneros a este), sei que não é comum protagonistas que sejam gordos (e não são comuns em quase todos os gêneros).

Este foi meu primeiro livro lido da autora e quando comecei a lê-lo de cara acreditei que não iria gostar.

O livro é narrado em primeira pessoa, em grande parte pela voz da Daniella. Dani tem 28 anos, demitiu-se de seu emprego para se tornar a secretária de seu namorado Thiago. Daniella é gorda e muito da história (ou quase toda) gira em torno desse detalhe. A protagonista narra de maneira divertida, conversando com o leitor como se contasse ao vivo sua história para ele. É uma pessoa comum, do dia a dia, que faz piadinha, fala palavrão, tem suas paixões, desejos e medos.

Eu disse que a princípio acreditei que não iria gostar do livro exatamente pelo fato de muita coisa trazer o fato da protagonista ser gorda. Dani sempre traz um motivo para falar que é gorda, para usar isso como a causa para algumas situações de sua vida (muitas delas que ela própria criou em sua cabeça). Mas irei falar sobre esse meu primeiro pensamento mais adiante.

Créditos
Assim como a protagonista, os outros personagens são bastante humanos, mesmo que não tenham sido tão aprofundados na história quanto a própria Daniella (já que claro, parece que estamos dentro da cabeça dela). Você consegue rir com eles, se identificar e até odiar alguns deles. E a narração em primeira pessoa nos leva exatamente por esses caminhos. Quem Dani quer que gostemos, nós vamos gostar, quem ela quer que a gente não goste, nós provavelmente não iremos mesmo.


Quando você começa a ler o livro, já imagina qual o rumo que a história irá tomar. Em um momento específico, há uma quebra entre as duas Daniellas, a que se sentia insegura, e a que passa a buscar se conhecer e se aceitar da forma como realmente é. Então realmente começamos a notar a evolução dessa personagem.

Aqui entra o que eu disse sobre achar que não iria gostar (e eu queimei a língua :P). Daniella era extremamente insegura. Tudo rodava em torno do fato dela ser gorda porque era assim que ela pensava que o mundo funcionava. Acreditava que as pessoas olhavam para ela ao lado de seu namorado e pensavam que ele era homem demais para ela. Acreditava que Thiago poderia traí-la com outras mulheres pelo fato dela ser gorda (e quem vai amar uma gorda, não é mesmo?). Acreditava que seria ridicularizada por fazer coisas naturais, como suar. Sua insegurança a fazia pensar isso (e também todos os padrões que a sociedade quer porque quer fazer todos engolir).

E por isso Dani é humana, daquelas pessoas que pode ser sua vizinha ou até você mesma. Junto com suas inseguranças, ela se descobriu. Todos os acontecimentos narrados no livro, principalmente depois da quebra, a levaram a uma busca sobre quem de fato ela é e o que importava ou deixava de importar.

Por mais que já esperasse por isso (já que está na sinopse também, né?) a forma como a autora colocou na história me agradou bastante. A leitura é bastante divertida e leve, que consegue lhe prender da primeira a última página (que provavelmente você irá ler em uma sentada).

O final foi inesperado para mim, mas só acentuou o ar de uma história que poderia acontecer com qualquer um.

Achei que a parte final na voz do Thiago poderia ter sido cortada, já que fiquei bem satisfeita tendo apenas a voz da Dani, mas acho que é um algo a mais para quem gosta de ouvir a história pela boca de outro personagem.


É um livro que com certeza indico.  


E você? Já ouviu falar sobre o livrou ou já leu? Deixe nos comentários o que achou :)

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Resenha - Clér


Olá, meus docinhos, olha quem resolveu aparecer por aqui! Depois de tanto tempo sem resenha,venho trazer minha opinião sobre o livro Clér, do autor Pablo Madeira. Vocês já devem saber como eu super me animo em ler livros nacionais, ainda mais de autores que estão entrando agora no mercado. Foi em minha empreitada pelo mundo dos autores que conheci essa obra e fiz questão de comprar, porém, só depois de uns... muitos meses com ela na estante, que tive tempo de ler. Espero que gostem da resenha. 



Clér - Pablo Madeira 
Editora: Deuses
Páginas: 156


A decisão de sair da casa dos seus pais e ir morar com a sua tia em outra cidade foi necessária para Rodrigo. O jovem não suportava mais conviver com os problemas alcoólicos de seu pai e ser feliz era algo que não podia mais ser adiado. Se assumir homossexual não era uma das escolhas mais fáceis, já que seu pai sempre dizia que jamais teria um filho gay. Além das novas amizades e do primeiro emprego, Rodrigo irá sentir pela primeira vez o tão falado “amor à primeira vista” ao conhecer o jovem Clér. Mas nem tudo é o que parece e Rodrigo vai aprender que o preconceito pode existir em qualquer lugar e que, por esse motivo, às vezes precisamos guardar alguns segredos.
Com uma escrita leve, o autor nos mostra de maneira direta uma realidade vivida por muitos. Uma história para rir e chorar. Impossível parar de ler.


Clér conta a história de Rodrigo, um rapaz gay que resolve sair da casa de seus pais motivado pelo comportamento machista, agressivo e homofóbico do pai, e da submissão da mãe. Ele então encontra amparo na casa de sua tia, que conhece e aceita sua orientação. Nova cidade, novos amigos, o primeiro emprego e... Clér. Por mais que Rodrigo saiba que é gay, nunca havia se apaixonado por um menino como se apaixonou por Clér. Porém, ele não sabe se Clér também seria capaz de sentir algo por ele, quanto mais da forma que Rodrigo sente. Então, na noite do ano novo, quando Rodrigo vai acampar com os amigos, ele conhece um lado de Clér que julgou ser improvável existir... 

A história é narrada em primeira pessoa, em grande parte pelo próprio Rodrigo, mas com uma participaçãozinha de Clér. A escrita do Pablo é bastante acessível e leve, fazendo com que a leitura voe. 

Há um número até ok de personagens secundários, alguns o autor trabalha mais, outros apenas aparecem pontualmente e desaparecem com a mesma velocidade que surgiram. Isso talvez tenha me incomodado um pouco, já que no início Rodrigo se diz um rapaz tímido, que não tem tantos amigos por ter medo de ser julgado por conta de sua sexualidade... Mas na cidadezinha faz amizade de maneira muito fácil. Senti também que alguns personagens foram introduzidos de maneira um tanto quanto forçada, provavelmente porque o livro é curtinho e o interesse do autor estava em trabalhar outra coisa.

Para quem adora livro com frases de efeito, ou até com um cunho mais "auto-ajuda", vai ficar feliz com esse, já que o próprio Rodrigo mantém um diário onde escreve seus sentimentos do dia de uma forma que pode muito bem ilustrar sua vida.

Mas de tudo o que importa mesmo é o final. Nas últimas cenas o autor lança mão de uma descrição mais detalhada do que encontramos no restante do livro (que pouco tinha de descrição), isso justamente para deixar a cena ainda mais impactante e fazer com que a mensagem chegue de forma mais intensa ao leitor. 

É uma leitura muito boa. É o primeiro livro do autor e ele consegue passar aquilo que planejava, por mais que eu ache que precisasse de um amadurecimento maior em certo pontos (como a rapidez que as coisas acontecem, mas, como eu disse, não deve ter sido a intenção do autor aprofundar tanto nisso). A mensagem é tocante e realmente representa a realidade de inúmeras pessoas. 

Um livro para conscientizar e eu espero que todos que o leiam aprendam com ele.

Estarei esperando mais lançamentos do Pablo,curiosa para saber o que ele vai fazer a seguir.


Espero que tenham gostado da resenha. Já conhecia o livro? Que tal deixar um comentário ai com sua opinião? 

Beijocas e até mais :)
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Resenha - Nildrien - O Pergaminho


Fonte
Olá, pessoal! Como estão todos? Quem estava ansiose para mais uma resenha? E finalmente venho trazer para vocês o que achei do livro Nildrien - O Pergaminho, primeira parceria do ano aqui do blog, do autor nacional Manoel Batista. Então se aprochegue e venha descobrir o que eu achei!
Não deixe de visitar minha postagem sobre a parceria e ver os links para compra do livro bem aqui!


Nildrien - O Pergaminho - Manoel Batista
Editora: Novo Século
Páginas: 588

Em um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial. Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca. Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.



Um grupo de mineradores descobre um tesouro em uma antiga caverna. Deles, apenas um sobrevive, este decide então rabiscar um mapa que supostamente guiaria os interessados pelo tesouro por dentro do labirinto mágico e traiçoeiro da Caverna Antiga. Porém, o mapa cai em mãos erradas e acaba chegando ao reino das trevas, Asenhar, que manda uma equipe para encontrar o poderoso pergaminho escondido lá há muito tempo. Temendo que o reino inimigo pegasse o que realmente existia de valioso naquele lugar, o reino de Nalim forma também uma equipe e promove uma expedição a fim de se certificar que os segredos da Caverna Antiga não sejam tomados pelas sombras.

A história começa a passos lentos, apresentando-nos vagarosamente os inúmeros personagens (e são muitos mesmos). A descrição é ótima e nos ajuda a imaginar como de fato é esse novo mundo fantástico. Tanto a criação do mundo, quanto a mitologia, ficaram maravilhosas e lhe leva a um universo novo na fantasia.

Como disse, são muitos personagens, cada um com sua peculiaridade e, por mais que a história foque em uns específicos, até com significância. Porém, mesmo com o desenvolvimento de cada um durante essas muitas páginas, senti como se eles fossem a mesma pessoa (deixarei claro: os personagens não são preto no branco, há uma evolução deles durante a história e até foca em se auto-conhecer, mas, com umas poucas exceções, parecia que existia apenas dois tipos diferentes: menina e menino. No final da obra, o autor parece se redimir, dando mais espaço para cada e assim aprofundando neles). Além disso, existe aqueles padrões bastante comuns em histórias de aventura/fantasia com relação aos personagens, mas que no fundo não me incomodou tanto.

A escrita é lenta, por mais que bastante acessível, porém, isso facilita o leitor a se inserir na história.

Fonte
Como há muita gente, há também bastante diálogos, uns até desnecessários ao meu ver, mas que quebra um pouco as sequências das inúmeras cenas de ação (para um grupo de amadores, eles foram incríveis no meio de tanta batalha, sério).

Acho que não é possível falar desse livro e não mencionar que ele lembra um RPG. Lembra tanto que realmente parece que você está jogando um com seus 20 e tantos amigos… E esse ponto é tanto positivo quanto negativo. Achei legal como o autor colocou isso, mas teve momentos que ficou muito (provavelmente pela forma que o autor resolveu narrar), até parecer que você estava simplesmente jogando e não mais lendo (sei que isso é estilo, mas acho que o autor poderia ter colocado certos pontinhos de maneira mais fluída, não como se os personagens fossem apenas piões movidos por Mana).

A história é ótima, consegue envolver o leitor, por mais que não tenha uma leitura muito rápida. O autor conseguiu explorar bem o universo que criou, e isso me deixou ainda mais animada para ler a continuação. Ah, e devo dar pontos pela conclusão, já que o livro consegue ter um final completo, mas deixa aberto para a próxima história que virá (e o melhor, pode acontecer qualquer coisa no próximo livro!).

Uma coisa que tenho que colocar aqui, referente à edição: acho que faltou uma revisão mais profunda, além de umas arrumadinhas em alguns pontos que se faziam necessárias. E isso é trabalho da editora, então espero que na próxima vez eles arrumem esses pontinhos (viu editora?!).

O autor está de parabéns. O livro é ótimo, por mais que tenha pontos que podem ser melhorados. É super indicados para aqueles que gostam de RPG ou aventura fantástica, ou apenas estejam curiosos para ver como o autor criou esse universo novo.



Espero que tenham a oportunidade de lê-lo! Se já leu ou pretende ler, deixa um comentário ai embaixo :) Não se esquece de dizer o que achou da resenha, hein? 

Beijocas e até!!
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Resenha - Máscara

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E da leva de livros que li ano passado e ainda não resenhei, está Máscara - A vida não é um jogo, do autor Luiz Henrique Mazzaron. Esse livro estava na minha lista há bastante, foi um dos primeiros que conheci e realmente me interessei quando entrei de fato nessa vida de autora nacional. Então, quando tive a oportunidade finalmente de lê-lo, estava bastante ansiosa (também porque falavam muito bem do autor). E o que eu achei depois de ler? Confira a resenha!



Máscara, a vida não é um jogo - Luiz Henrique Mazzaron
Editora: Novo Século
Páginas: 368

No mundo de Domus, a morte é a moeda que alimenta o jogo. E a verdade pode custar a vida.
Liam é um garoto que viveu por muito tempo isolado devido aos constantes castigos do sádico tio, um carrasco ex-militar. Porém, inesperadamente, surge uma entidade maléfica, uma figura das trevas trajando uma máscara, e passa a o perseguir, levando-o a participar de um jogo num mundo surreal, chamado Domus.
Junto a um grupo, Liam parte para uma experiência alucinante, em que os pecados da humanidade serão colocados em xeque, como numa espécie de julgamento. Um combate onde o principal objetivo do adversário é mostrar o quão odiosa é a raça humana…
Mas ainda há muitos mistérios que rodeiam este intrincado jogo. Por qual motivo a criatura possui tamanha obsessão por ele? E vale a pena prosseguir, já que a morte é a única certeza?

Liam cresceu sendo cuidado por seu tio, um homem horrível que só maltratava o garoto. Mas, certo dia, graças a um inesperado ocorrido, ele consegue fugir e vai morar em um orfanato. Desde então, acontecimentos sinistros vão ocorrendo. O garoto não é como os outros, e não por ele ser uma pessoa realmente especial, mas porque uma força do mal está atrás dele e vai destruindo a todos que passarem por seu caminho. Eventualmente, esta criatura denominada Nero consegue capturá-lo e o leva direto para Domus, um mundo muito parecido com o que Liam estava acostumado, mas nada igual. É então que o livro (e o jogo) realmente começa. 

Primeiro ponto que devo comentar é sobre os cortes que o autor decidiu fazer, além da forma como escondeu tudo do leitor. O Luiz foi excelente em instigar a curiosidade, pausando cada seção em momentos cruciais, além de não revelar de uma vez o passado/intenções dos personagens (soltando-os aos poucos no decorrer da narração). Isso foi construindo o mistério e fazendo com que a leitura prendesse e não soltasse mais. 

A linguagem é simples e acessível, mas uma coisa que me incomodou foi a escrita do autor. Eu não senti tanta fluidez quanto esperava, além de achar que ainda precisa amadurecer (mas devo dizer que isso é um gosto pessoal meu). 

Fonte
Outra coisa que não me agradou tanto foi como ele resolveu desenvolver os personagens. É muita gente na história, mas eu não senti afinidade por nenhum, seja porque achei que algumas coisas na personalidade de uns fugia do que o autor queria tratar, seja porque o próprio autor demorou para desenvolver realmente os personagens dentro da trama (porque é bastante gente, e como foram muitos cortes, achei que ficou difícil tratar profundamente de cada um). 

A ambiência foi impecável e por isso o autor está de parabéns. Ele consegue trazer o leitor para dentro do livro e imaginar cada lugar nesse mundo louco, além também de trabalhar tudo com uma descrição fascinante.

A história não foi tão assustadora quanto eu esperava (e para mim pelo menos, que não gosta tanto assim de horror/terror, isso foi um ponto positivo). Mas não quer dizer que o leitor não irá ficar profundamente tocado com certas cenas, principalmente pensando na loucura de Nero e seu estranho e mórbido jogo. 

Agora uma coisa que eu tenho que colocar em letras garrafais: NÃO TERMINE OS LIVROS DESSE JEITO PORQUE MEU CORAÇÃO NÃO AGUENTA. Agora explicando: A história termina como se fosse um corte entre dois livros (como se essa fosse apenas um pedaço de algo maior e não um volume por si só). O que me fez ficar encarando a última página pensando "por que você faz isso comigo?". Ai as pessoas morrem e não sabem porque. 

Por mais que o livro tenha frustrado um pouco minhas expectativas, foi uma leitura proveitosa. O autor tem bastante potencial, mas acredito que sua escrita ainda tenha que ser trabalhada e amadurecida. Recomendo para aqueles que gostam de uma história mais voltada para o terror, com uma pitadinha (mentira, não só uma pitadinha) de sadismo, e que irá lhe fazer pensar sobre suas ações na vida e o que é certo e errado. 


Por hoje é só. Espero que tenham gostado da resenha. Já conheciam o livro? Já leram? Pretendem ler? Comentem ai embaixo!

Beijocas e até!
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Pré-venda A Governanta


Olá, pessoal! Olha eu aqui de novo! Desta vez não vim anunciar parceria, nem postar resenha nova. Mas sim convidar vocês a participarem da pré-venda de A Governanta!!!

Para quem não sabe, A Governanta é meu primeiro livro a ser publicado. Ele surgiu lá por meados de 2009, mas foi terminado poucos anos depois e postado em sua antiga versão no site Nyah! Fanfiction. Com o sucesso deste primeiro contato com o público, ele passou também para as plataformas Social Spirit e Wattpad. E agora está indo para sua primeira versão física!!

Não conhece a história? Confira aqui a sinopse:

Samantha sempre fora a filha exemplar que obedecia piamente ao pai. Mas, depois de seu noivado forçado com um homem assustador, decidiu dar um basta em seu sofrimento. Sua solução foi fugir para a Inglaterra e trabalhar como a governanta do pequeno Charles em Winterfields. Era a chance de ser feliz, mas o passado sulcara a vida das pessoas ali, construindo um fosso profundo no coração do dono do lugar, David Luft.
Mr Luft era ininteligível, sempre sério e pensativo, guardando coisas que nem a própria Sam imaginava. Curiosa, ela luta para entrar naquela mente conturbada e, quando dá por si, não é mais curiosidade que a motiva a continuar.




Gêneros: Romance, Romance de época, Drama



Algumas perguntinhas que me fizeram e eu acho bom responder aqui para caso mais alguém tenha estas dúvidas:

1) Anna, a história mudou muito do que foi postado online?

Sim, gente. Tem muita coisa nova, outras eu trabalhei melhor... Claro que no grosso continuou a mesma história, mas se você leu na internet, não se preocupe que tem muita coisa nova (praticamente 100 páginas de Word de diferença da antiga versão). 

2) Anna, qual a diferença de comprar na pré-venda ou fora dela?

Quem comprar na pré-venda poderá levar para casa brindes exclusivos do livro + marcadores fofíssimos autografados (Além de ajudar a autora aqui :3). [Obs: os marcadores dos personagens só estarão disponíveis na pré-venda e possíveis sorteios futuros - então, esta é a chance de ganhar :D]

3) Anna, o livro vem autografado? 

Se você comprar diretamente com a editora, não. Mas, se você quiser tanto assim ter um autógrafo meu, você pode preencher este formulário que eu entrarei em contato com valores e etc e tal. [Obs2: Os livros só vão chegar para mim depois da pré-venda, então, tem que somar o tempo da editora me mandar os livros + o da minha postagem nos correios]

4) Anna, você pretende fazer parceria com blogueiros/vlogueiros/instagrans?

No momento, não. A editora tem seus próprios parceiros e creio que ela irá mandar para eles. Porém, depois da pré-venda irei ver se farei um book tour entre blogueiros.

5) Anna, até quando vai a pré-venda? 

Vai até dia 28/03. 

6) Anna, você retirou o livro online?

Ele foi retirado do Nyah! Fanfiction e do Social Spirit, ficando apenas alguns capítulos como Amostra no Wattpad (capítulos na versão antiga).

7) Anna, vai ter e-book?

Tudo indica que sim :) Vai estar à venda no site da editora.

(Qualquer outra pergunta, pode fazer pelos comentários que logo eu respondo)


Espero que tenham ficado interessados no livro. Não deixem de adicionar às suas estantes do Skoob e curtir a página A. S. Victorian no facebook. 

Beijocas, e até até!
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Resenha - Os homens que (não) amei


Oie, pessoal! Estavam com saudades de mim? Quem sente saudade de mim... Pois aqui estou eu com uma resenha que acabou de sair do forno! Desta vez irei contar para vocês o que achei do livro Os homens que (não) amei, da autora Gisele D'Angelo. Espero que gostem!


Os homens que (não) amei - Gisele D'Angelo
Editora: Letra Mágica
Páginas: 160

Bella, uma linda balzaquiana, decide dar uma guinada em sua vida, após seu catastrófico sexto rompimento amoroso. Desgostosa do amor, do caos de São Paulo e decidida a respirar novos ares, parte pro interior aproveitando uma oportunidade generosa que o universo lhe proporciona. Mal sabe ela que está por vir muita coisa boa pela frente. Novos amigos, nova rotina... e quem sabe... um novo amor. Venha com Bella nessa jornada cheia de flashbacks e cenas hilárias, onde ela percebe em sua contagem amorosa regressiva todos os homens que (não) amou!

Bella, depois de mais uma desilusão amorosa, resolve mudar de emprego e continuar sua vida em uma cidadezinha do interior. Como suas semanas no novo trabalho são bem mais calmas, ela decide que aquela é uma boa hora para começar a escrever seu livro (um desejo antigo nutrido pela personagem). E sobre o que ela escolhe falar? Exatamente sobre os seus causos de amor que não deram tão certo afinal de contas. 

Em uma narrativa em primeira pessoa, somos convidados a entrar no mundo de Bella, conhecer seu passado, mais de sua vida profissional e entender por que ela amou (ou não amou) os homens que passaram por sua vida. 

A personagem é divertida, dedicada e faz amizade com uma facilidade surpreendente. Por isso muitos personagens passam por essas páginas e deixam uma marquinha na protagonista (e talvez até mesmo no próprio leitor que passa a refletir sobre certos acontecimentos).

Foi interessante ver como a protagonista dissecou seus relacionamentos anteriores, não apenas para achar falhas no antigo parceiro, mas nela mesma e ver como ela poderia melhorar nos possíveis próximos.  

Por ser um chick-lit, pensei que leria mais rápido. Por mais que a autora tenha uma escrita bastante confortável e fácil, para mim, pecou na forma que colocou os flashbacks e algumas explicações. Bella divaga bastante, ora lembrando do passado, ora falando sobre o presente, ora explicando sobre alguma coisa de massoterapia ou sobre uma de suas clientes. Isso é um ponto negativo, de todo não, já que é a essência do livro trabalhar o passado e trazer toda essa ambientação zen para a obra, porém, o jeito que a autora colocou que eu achei um tanto quanto cansativo. Outra coisa que me incomodou um tantinho, e provavelmente é porque eu sou uma pessoa estranha, é a forma que certas palavras e frases foram colocadas (eu sempre digo que dependendo da forma como se coloca uma frase, ela diz mais do que as palavras nela, muitas vezes até preconceitos velados - mesmo que não seja a intenção ou a visão de quem escreveu). 

Mas a leitura é divertida e, tirando essas coisinhas que não me agradaram tanto, foi bastante proveitosa e eu adorei que a autora tenha tratado sobre meditação, massoterapia, energias... Além de ser um livro que se encaixa bem no gênero e que lhe deixa alegre e muito entretido. 
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Resenha - Inverso


Hey, hey, pessoal! Como estão todos? Aqui é a Anna, finalmente depois de tanto tempo sem postar resenha venho com uma fresquinha para vocês. É de mais um livro nacional, desta vez da autora Karen Alvares. Eu havia escutado muito bem sobre este livro e aproveitei para comprar logo o meu e matar a curiosidade. Então venha se aconchegando que vou dizer o que achei de Inverso



Inverso - Karen Alvares
Editora: Draco
Páginas: 136
Lá no fundo, Megan não quer ser quem é e nem viver essa vida triste, exatamente o inverso daquela que sempre sonhou para si. Tudo começa com a morte de sua mãe. A sensação terrível de que algo nunca mais vai ser como antes. E não será mesmo. O seu único alento é o carinho da irmã, que a vê como o que gostaria de ser quando crescer.
Mas há um novo mundo do outro lado dos espelhos. Um mundo igual ao seu, só que ao contrário. Um mundo perfeito onde as pessoas que morreram estão vivas e Megan é exatamente a garota que deveria ser.
Entrando nessa realidade pelo avesso, Megan começa uma perigosa busca por si mesma onde o reflexo de tudo que há de ruim tentará detê-la. Enquanto segue em frente ela deverá garantir a segurança das pessoas que mais ama.
Inverso é um romance cheio de suspense de Karen Alvares, autora de Alameda dos Pesadelos. Em um labirinto de escolhas sem poder sequer distinguir a própria imagem, Megan deverá lidar com a perda enquanto descobre quem é a garota que a encara no espelho.

O que você faria se tivesse a chance de viver uma vida diferente da sua, mas onde o que você mais deseja ter seja possível? 

Megan perdeu a mãe há quatro anos e, mesmo depois de tanto tempo, nem ela, nem o pai e a irmãzinha conseguiram seguir em frente de verdade. Ela sempre sente falta da mãe, como se nada fosse voltar a dar certo com a ausência dela. Por mais que ela dê o seu melhor para ser uma boa filha e uma boa irmã, aquilo nunca pareceu ser o suficiente. 

Certo dia, ao finalmente decidirem arrumar o quarto da falecida mãe, Megan se depara com um diário cuja primeira página já ordena que não seja lido. Ela vê naquilo uma forma de entender o que estava acontecendo dentro da cabeça de sua mãe e, desta forma, se aproximar um pouco, então, guarda-o. Porém, neste mesmo quarto há um espelho e ao vislumbra-lo, Megan nota o reflexo de uma pessoa totalmente diferente. A pessoa do outro lado é ela, mas pelo estilo de suas roupas e a cor dos cabelos, que diferem totalmente dos da protagonista, fica claro que não pode se tratar da mesma Megan. 

Eventualmente, ela é suga para o outro lado do espelho, deparando-se com um universo que parece o seu, tirando o fato de que está ao contrário. Ou seja: Megan naquele lugar se chama Megami e é totalmente diferente do que costumava ser; ela não tem mais uma boa relação nem com a irmã, nem com o pai; ela é uma das garotas que provavelmente mais detestaria ser na escola. Porém, naquele mundo, sua mãe está viva. Naquele lugar ela não tem controle de seu corpo e tem que lutar com Megami pela autonomia ali.

Vemos uma luta de personalidades, além de um dilema: será que ela desistiria de tudo para poder viver em um lugar onde sua mãe está viva?

O livro é narrado em terceira pessoa, tem uma escrita leve e envolvente, típica de YAs. Foi uma leitura rápida e bastante agradável. O suspense criado pela autora e o jeito que ela nos fez ficar na pele da personagem nos faz querer chegar logo ao final para descobrir como tudo irá terminar. 

Os personagens são quase vivos, de tanto que foram bem criados. Não são nada rasos e trazem ao leitor mais vivacidade aos fatos, como se tudo aquilo pudesse acontecer a qualquer momento com qualquer um (Claro que a parte fantástica não, mas todo o resto trata do cotidiano de uma adolescente que tem que superar a morte da mãe e se encontrar nas suas dúvidas e angustias). E por isso a autora está de parabéns.

Porém, quando acabei de ler, senti-me um pouco desapontada. Não que a obra não seja boa, mas eu esperava mais. Isso provavelmente ocorreu por conta do final, que foi um tanto quanto corrido e terminou de maneira... Abrupta? Ok, claro que tem uma continuação, mas a forma que a autora decidiu terminar o romance me fez achar que a história foi simplesmente cortada no meio e é isso, legal, espere o próximo livro para saber o resto, vou fazer você sofrer aqui.

Mas a leitura foi muito agradável, mesmo não sendo tudo o que eu esperava pelo tanto que havia escutado sobre a obra. A autora tem um jeito ótimo de tratar com o público e trazer questões da vida para não só os personagens meditarem sobre o assunto, mas também os leitores.

Livro super recomendado e estou aguardando ansiosamente por uma continuação. 
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