Resenha - Iscas (Por Letícia)


Olá, pessoal! Como estão todos? Hoje venho trazer para vocês uma resenha escrita por uma grande amiga minha, a Lolli (AKA Letícia). Eu a intimei a escrever e a convidei a postar aqui no UFO e ela aceitou! (E me mandou a resenha em um email com o nome super zoado '-'). Enfim, espero que gostem e que sejam super receptivos com a minha fofinha. Beijocas e até!


Iscas - J. Kent Messum
Título Original: BAIT
Editora: Record
Páginas: 320

Seis estranhos acordam em uma ilha deserta sem qualquer lembrança de como chegaram ali, mas logo se torna evidente o que todos têm em comum: são dependentes de heroína. Sequestrados e colocados à força em um jogo mortal. Em pouco minutos, começam a discutir, porém os ânimos se acalmam quando eles encontram um baú com água, comida e uma carta informando que ninguém irá socorrê-los e que, do outro lado do canal, há uma segunda ilha, onde eles encontrarão mais suprimentos e uma recompensa para quem completar a tarefa: uma dose da mais pura heroína. Quando os primeiros sintomas da abstinência aparecem, eles não veem alternativa a não ser se entregar à pressão psicológica imposta pelos misteriosos torturadores. Então se aventuram em um oceano de terror.

Nash, Felix, Ginger, Kenny, Tal e Maria, completos desconhecidos, acordam desnorteados em uma ilha misteriosa e, apesar de personalidades bastante distintas e histórias de vida que até o presente momento não apresentavam nenhum ponto de interseção, descobrem ter o vício em heroína como único elo. Rapidamente os seis começam a apresentar os primeiros sinais de abstinência e coincidentemente encontram um baú que contém alguns mantimentos e uma carta com instruções bem claras: Quem chegar a próxima ilha irá receber como prêmio heroína da melhor qualidade.

A trama instiga o leitor a levantar diversos questionamentos já nos primeiros capítulos da narrativa. A origem destas pessoas, a localização da ilha, o motivo destas seis pessoas estarem presas e quem é o responsável por toda esta situação são indagações que surgem no começo da história e acompanham o leitor até as últimas páginas do livro criando uma atmosfera típica de um thriller psicológico. 

A narrativa do autor adquire duas formas. A primeira parte do livro é dividida entre o presente dos personagens na ilha e flashbacks; e a segunda parte é totalmente no presente, porém apresenta visões de lugares distintos. Este artifício torna a leitura bem dinâmica e apresenta diversos pontos de vista ao leitor e tudo isto é feito com tamanha maestria a ponto de que em nenhum momento a leitura é confusa ou pontos chaves são deixados de lado. Tudo acontece de forma bem fluida e ágil, o que torna Iscas um livro de leitura rápida

A ambientação é excelente e todas as descrições são feitas de forma bem curta, mas suficiente para permitir que uma imagem bem nítida de todos os elementos da história seja formada, e a maneira que Kent apresenta a abstinência dos personagens é um ponto que merece destaque. Porém os diálogos do livro são bem rasos e a construção psicológica dos personagens deixa bastante a desejar, o foco do autor foi mostrar o porquê de cada um ser um viciado e só.

Ponto positivo para a capa deste livro que é definitivamente uma das mais geniais que eu já vi e me fez ficar um tempo considerável pensando o quão inteligente ela era, pois é uma representação mais fiel deste livro que a própria sinopse. A tradução do livro também está surpreendente e me deixou com vontade de ler a versão original e descobrir se o trabalho foi bem-feito pelo autor, pelo tradutor ou pelos dois. 

Quando li a sinopse do livro, esperei encontrar uma espécie de Jogos Vorazes ambientado na crackolândia e tive um… Iscas. Estava com muitas expectativas quanto ao livro e acabei me decepcionando bastante, apesar dele ter uma escrita admirável e ter me deixando um tanto quanto pasma por se tratar do romance de estreia do autor. O final passa bem longe de ser clichê, mas não deixa de ser decepcionante, principalmente pelo livro ser classificado como um thriller psicológico, e também me incomodou bastante o fato de que eu não consegui criar empatia com nenhum dos personagens. 

Este livro é indicado para quem gostaria de um livro rápido, que possa ser lido em dois ou três dias, para quem está começando a ler ou está pensando em começar a usar drogas porque SÉRIO é muito agoniante a forma que o autor mostrou a abstinência dos personagens e cada um dos seis personagens do núcleo principal são tratados como escória e Kent não se intimidou na escolha das palavras para descrevê-los, chega a causar nojo.

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